Motorista que morreu em acidente na BR-163 atuou como zagueiro no Inter de Lages

Sandro Luiz Haas Müller, 31 anos, morreu após o Voyage que conduzia colidir contra dois veículos ao invadir o sentido contrário na BR-163,  sentido de Cuiabá (MT), região norte da Capital, na manhã desta terça-feira (12). Zagueiro natural de São Paulo (SP), estava de férias do Nadur Youngsters, clube de Malta, país europeu que fica na região mediterrânea e faz fronteira com a Itália.

Müller iniciou a carreira no tradicional Goiás (GO), onde foi campeão goiano sub-20. Com poucas chances no time profissional, acabou rodando por times do interior paulista e, principalmente, gaúcho. É ídolo de diversos clubes de menos expressão do Rio Grande do Sul, como o tradicional Cruzeiro de Porto Alegre onde marcou o gol que garantiu o retorno à primeira divisão do Estadual local, em 2010.

“Era um cara muito voluntarioso, de grupo. Desde que foi para Malta ajudava os brasileiros que atuam por lá e nos países, abriu até uma empresa”, disse um dos ex-empresários de Muller, que pediu para não ser identificado. Pessoas ouvidas pelo Portal Correio do Estado acreditam que ele estava indo entregar alguns DVDs a clientes do estado vizinho de Mato Grosso, já que possui amigos dos tempos de futebol gaúcho atuando no futebol local.

O CASO

Dentre as hipótese para o acidente, a PRF avalia as de que ele tenha dormido ao volante, estava no celular ou que o veículo tenha aquaplanado.

Conforme as informações da PRF, Muller conduzia um Voyage, com placas de Estância Velha (RS) no sentido Campo Grande Cuiabá, quando por motivos que ainda serão apurados, perdeu o controle da direção, invadiu a pista contrária e bateu lateralmente em um Cruze, com placas da Argentina, rodou na pista e foi atingido em cheio por uma caminhonete que vinha logo atrás.

Muller morreu antes mesmo da chegada do socorro. O casal que estava na Cruze não se machucou. Outras duas pessoas ocupantes da caminhonete tiveram ferimentos leves. Eles foram socorridos por uma ambulância da CCRMSVia e levados para uma unidade de saúde.

Por RAFAEL RIBEIRO

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